Essa é uma das primeiras perguntas após o diagnóstico — e a resposta depende de fatores que precisam ser avaliados individualmente. Sim, o câncer de ovário pode ter cura. O que varia é a probabilidade, conforme o estágio, o tipo histológico e a resposta ao tratamento.
O estágio no diagnóstico é o fator mais importante
O prognóstico do câncer de ovário está fortemente associado ao estágio em que a doença é encontrada:
- Estágio I (confinado ao ovário): taxa de sobrevida em 5 anos acima de 90%
- Estágio II (estendido à pelve): em torno de 70 a 80%
- Estágio III (disseminado ao peritônio): 30 a 50%, dependendo do volume de doença e da cirurgia
- Estágio IV (metástases a distância): abaixo de 20%
Qual é o tratamento principal?
Na maioria dos casos, o tratamento combina cirurgia e quimioterapia. A cirurgia busca remover o maior volume possível de tumor — quanto mais completa, melhores os resultados. A quimioterapia pode ser feita antes da cirurgia (neoadjuvante) ou após (adjuvante).
O tipo histológico influencia?
Sim. O câncer de ovário não é uma doença única — existem diferentes tipos, com comportamentos e respostas ao tratamento variáveis. O carcinoma seroso de alto grau é o mais comum e agressivo, mas também o que responde melhor à quimioterapia baseada em platina.
Mutações genéticas influenciam no tratamento?
Sim — e de forma positiva. Mulheres com mutações em BRCA1 ou BRCA2 têm maior risco de desenvolver o tumor, mas também respondem melhor a certos tratamentos, como os inibidores de PARP — uma classe mais recente de medicamentos que melhorou significativamente o controle da doença.
O que o paciente pode fazer?
- Seguir rigorosamente o plano de tratamento proposto pela equipe
- Manter estado nutricional adequado durante a quimioterapia
- Realizar os exames de seguimento nos prazos corretos
- Discutir com o oncologista sobre testes genéticos e opções de tratamento personalizado
Conclusão
Câncer de ovário tem cura — e com os avanços recentes no tratamento, especialmente para portadoras de mutações BRCA, as perspectivas melhoraram. O diagnóstico precoce e o tratamento em centro especializado são os principais determinantes do resultado.
Consulta com o Dr. Felipe Molledo
Cirurgião Oncológico especializado em tumores do aparelho digestivo, tumores ginecológicos e sarcomas. Atendimento em São Paulo.
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CRM-SP: 168138 — Este artigo tem caráter informativo e não substitui a avaliação médica.


